Pular para o conteúdo
Agendar avaliação do caso

Guia do blog

Guia de crédito empresarial: artigos práticos para São Paulo

Este guia de crédito empresarial é para a empresa que vende a prazo e precisa transformar a carteira em atraso em caixa. Ele cobre a rotina, com régua de cobrança e a decisão de terceirizar, e o cenário mais delicado: o cliente devedor que pede recuperação judicial ou tem a falência decretada, com prazos curtos para o credor agir.

  • Escrito para empresas credoras
  • Prazos da Lei 11.101/2005
  • Da carteira em atraso à falência
Empresário analisando as contas da empresa e os clientes com pagamentos em atraso

O essencial

Crédito empresarial em poucas palavras

Crédito empresarial, do lado do credor, é a gestão do que a empresa tem a receber de clientes: prevenir o atraso, cobrar com método e proteger o crédito quando o cliente entra em crise. A inadimplência de poucos clientes grandes pode comprometer o caixa inteiro, e cada mês parado reduz a chance de recebimento.

Quando o cliente pede recuperação judicial ou tem a falência decretada, a cobrança deixa de ser individual e passa a seguir a Lei 11.101/2005. O credor precisa conferir se o seu crédito está na lista do administrador judicial, pelo valor e na classe certos, nos prazos curtos que a lei fixa. Quem perde esses prazos pode ficar para trás na fila.

Lei aplicável
Lei 11.101/2005 (recuperação judicial e falência)
Habilitação ou divergência
15 dias após o edital, ao administrador judicial (art. 7º, § 1º)
Impugnação da lista
10 dias após a nova relação, ao juiz (art. 8º)
Pedido de falência
Título protestado acima de 40 salários mínimos (art. 94, I)

Todos os artigos

Artigos do guia de crédito empresarial

Primeiro a rotina de cobrança da carteira, depois o que fazer quando o cliente entra em recuperação judicial ou falência.

Crédito Empresarial
9 min de leituraPor Euvaldo Atalla

Régua de cobrança para PMEs

Modelo de régua do primeiro dia de atraso ao jurídico, com prazos de protesto, execução e prescrição.

Crédito Empresarial
8 min de leituraPor Euvaldo Atalla

Quando terceirizar a cobrança

Seis sinais de que a carteira vencida precisa de um escritório e o que exigir no contrato de terceirização.

Crédito Empresarial
9 min de leituraPor Euvaldo Atalla

Como habilitar crédito na recuperação judicial

Prazo de 15 dias, documentos exigidos e o passo a passo para entrar na lista de credores do cliente em recuperação.

Crédito Empresarial
8 min de leituraPor Euvaldo Atalla

Como impugnar crédito na lista do administrador

Prazo de 10 dias, o que alegar e o rito da impugnação contra a relação de credores do administrador judicial.

Crédito Empresarial
9 min de leituraPor Euvaldo Atalla

Ordem de pagamento na falência

Quem recebe primeiro na falência, em que lugar fica o fornecedor e o que fazer para não perder rateios.

Crédito Empresarial
9 min de leituraPor Euvaldo Atalla

Pedido de falência como forma de cobrança

Quando o pedido de falência pressiona o cliente a pagar, quais os requisitos e quando ele não compensa.

Por onde começar a ler sobre crédito empresarial

A Atalla Advocacia atende casos de crédito empresarial na capital e na Grande São Paulo e organizou os artigos deste guia pelo momento de quem lê: primeiro entender o problema, depois conhecer o caminho e, por fim, agir.

Arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

Guia escrito e revisado por Euvaldo Atalla, advogado e economista, pós-graduado em Direito Imobiliário e em Direito Notarial e Registral.

Guia

Rotina de cobrança: régua e terceirização

A empresa que só cobra quando o atraso já tem meses costuma recuperar menos. O artigo sobre a régua de cobrança para pequenas e médias empresas traz um modelo, do lembrete antes do vencimento ao envio para o jurídico, com o momento de protestar e de negativar.

Com carteira grande ou equipe pequena, a pergunta seguinte é quem cobra. O artigo quando terceirizar a cobrança para um escritório de advocacia mostra os sinais de que a cobrança interna se esgotou e o que muda quando a carteira passa a ser tratada por quem também pode protestar e ajuizar.

Guia

O cliente pediu recuperação judicial: o que o credor faz

Com o deferimento do processamento da recuperação, as execuções contra o devedor ficam suspensas por 180 dias, em regra (Lei 11.101/2005, art. 6º, § 4º), e o crédito passa a ser pago conforme o plano aprovado pelos credores. O primeiro passo é conferir o edital: o artigo como habilitar o crédito na recuperação judicial do cliente mostra o prazo de 15 dias e os documentos que comprovam o crédito.

Se o crédito aparece com valor menor, na classe errada ou nem aparece na relação do administrador judicial, cabe a impugnação ao juiz, no prazo de 10 dias. O artigo como impugnar o crédito na lista do administrador judicial explica a diferença entre a divergência e a impugnação e o que acontece com o voto do credor na assembleia.

Guia

Falência: a fila de pagamento e o pedido do credor

Na falência, os bens do devedor são vendidos e o dinheiro é distribuído por uma ordem fixada em lei: créditos trabalhistas até 150 salários mínimos por credor, créditos com garantia real até o valor do bem, créditos tributários, depois os quirografários, que não têm garantia (Lei 11.101/2005, art. 83). O artigo sobre a ordem de pagamento na falência mostra em que posição o fornecedor costuma ficar e o que ele pode esperar receber.

O credor também pode pedir a falência do devedor que não paga título protestado acima de 40 salários mínimos. O pedido é uma medida séria: o devedor pode afastá-lo depositando o valor, e não serve para qualquer dívida. O artigo sobre o pedido de falência como forma de cobrança mostra quando ele faz sentido e quando não vale.

Guia

Três regras para não perder crédito com cliente em crise

  • Acompanhe o edital. Os prazos da recuperação judicial e da falência correm da publicação, não da data em que o credor fica sabendo. Fornecedor que não acompanha o processo descobre o prazo depois que ele passou.
  • Garantia muda tudo. Crédito com alienação fiduciária fica, em regra, fora da recuperação judicial (Lei 11.101/2005, art. 49, § 3º). Rever as garantias das vendas a prazo protege a empresa antes da crise.
  • Título forte antes do problema. Duplicata com comprovante de entrega, contrato assinado e confissão de dívida facilitam a habilitação, o protesto e, se for o caso, o pedido de falência.
Euvaldo Atalla em retrato institucional no escritório

Do guia para a solução

A carteira em atraso já pesa no caixa da sua empresa?

O guia mostra as regras. Aplicá-las a uma carteira de clientes, ou a um cliente específico em recuperação judicial, exige conferir títulos, garantias e prazos processuais.

É o trabalho da Atalla Advocacia em crédito empresarial em São Paulo: recuperação de crédito, terceirização da cobrança, habilitação e impugnação de crédito e pedido de falência.

Envie o perfil da carteira ou os dados do cliente devedor. A análise indica o que cobrar primeiro e se há prazo correndo em processo de recuperação ou falência.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre crédito empresarial

O que é crédito empresarial do ponto de vista do credor?

É o conjunto de valores que a empresa tem a receber de clientes por vendas a prazo e serviços prestados. A gestão desse crédito envolve prevenção, cobrança com método e proteção do crédito quando o cliente entra em recuperação judicial ou falência.

Meu cliente pediu recuperação judicial. Ainda posso cobrar?

As execuções ficam suspensas em regra por 180 dias e o crédito sujeito à recuperação passa a ser pago pelo plano. O credor deve conferir a relação de credores e, se for o caso, apresentar habilitação ou divergência ao administrador judicial em 15 dias da publicação do edital.

E se eu perder o prazo de habilitação?

O crédito ainda pode ser apresentado como habilitação retardatária (Lei 11.101/2005, art. 10), mas com desvantagens, como restrições ao direito de voto na assembleia e, na falência, a perda de rateios já distribuídos.

Em que posição o fornecedor recebe na falência?

O fornecedor sem garantia, chamado de credor quirografário, recebe depois dos créditos trabalhistas até o limite legal, dos créditos com garantia real até o valor do bem e dos créditos tributários. Antes de todos esses, ainda são pagos os créditos extraconcursais.

Posso pedir a falência de um cliente que não me paga?

A lei permite quando o devedor não paga, sem motivo relevante, título protestado acima de 40 salários mínimos, entre outras hipóteses. O devedor pode impedir a falência depositando o valor, e o pedido feito só para pressionar pode ser rejeitado.

Quando vale terceirizar a cobrança da carteira?

Quando o volume de títulos em atraso supera a capacidade da equipe, quando a cobrança interna já não traz retorno ou quando muitos casos precisam de protesto e ação. A terceirização para escritório de advocacia junta cobrança amigável e medidas judiciais no mesmo fluxo.

Os artigos deste guia substituem a análise do advogado?

Não. Eles explicam as regras gerais.

Prazos de recuperação judicial e falência dependem da data de cada publicação no processo, que precisa ser conferida caso a caso.

Atalla Advocacia

Cada caso tem um detalhe que o artigo não cobre

Mande a sua situação de crédito empresarial. O advogado Euvaldo Atalla analisa os documentos e diz qual é o caminho para o seu caso.

Conversar pelo WhatsApp

Atalla Advocacia

Conte a sua situação ao advogado

Três perguntas rápidas. O escritório analisa e responde pelo WhatsApp com o próximo passo do seu caso.

  1. 1Situação
  2. 2Detalhes
  3. 3Contato
Qual destas situações é a sua?
Escolha a situação mais parecida com a sua.