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Matrícula do Imóvel

Unificação de matrículas em São Paulo

Você comprou o lote ao lado, derrubou o muro e construiu sobre os dois. No cartório, porém, continuam existindo dois imóveis. A unificação de matrículas junta os lotes vizinhos em um registro só, para que o papel mostre o imóvel que existe de fato.

  • Lotes vizinhos, mesmo dono
  • Pedido no Registro de Imóveis
  • Uma matrícula nova, as antigas encerradas
Casas geminadas em rua de bairro, exemplo de imóveis vizinhos que podem ter as matrículas unificadas

Resposta direta

O que é a unificação de matrículas

Unificação de matrículas, também chamada de fusão de matrículas, é o ato em que o Registro de Imóveis reúne dois ou mais imóveis vizinhos do mesmo dono em uma matrícula única, de número novo, e encerra as anteriores. O resultado é um só imóvel, com uma só descrição.

A previsão está nos artigos 234 e 235 da Lei 6.015/1973. A lei pede duas condições: os imóveis precisam ser contíguos, isto é, encostar um no outro, e pertencer ao mesmo proprietário. Em terreno urbano, entra também a aprovação da Prefeitura para a unificação de lotes, o remembramento. Se a descrição de algum dos lotes for antiga ou imprecisa, o cartório pede antes a retificação da área e das divisas.

Base legal
Arts. 234 e 235 da Lei 6.015/1973
Onde corre
Prefeitura e Registro de Imóveis
Requisitos
Imóveis contíguos e do mesmo proprietário
Prazo comum
De 2 a 6 meses, com os lotes em ordem

A sua situação

Quando unificar terrenos é necessário

A unificação quase nunca é o objetivo final. Ela é a condição para construir, aprovar, financiar ou vender.

“Minha casa foi construída em cima de dois lotes.”

A construção ocupa as duas matrículas e não pode ser averbada em nenhuma delas. Sem averbação, o imóvel não é aceito em financiamento.

“Comprei o terreno do vizinho para ampliar o galpão.”

A Prefeitura só aprova o projeto de ampliação sobre um lote único. Enquanto forem dois, a obra fica irregular.

“Quero juntar dois lotes para vender a uma construtora.”

A incorporadora compra área, não retalhos. Entregar um terreno já unificado encurta a negociação e tira uma condição do contrato.

“O banco só aceita um imóvel por contrato e eu tenho três matrículas.”

O crédito com imóvel em garantia e o financiamento da construção são contratados sobre uma matrícula. Três registros exigem três operações ou a unificação.

“Herdamos dois terrenos colados e queremos tratar como um.”

Depois do inventário, se os mesmos herdeiros ficaram com os dois lotes nas mesmas proporções, a fusão simplifica a venda e a administração.

“Um lote tem matrícula e o outro ainda está em transcrição antiga.”

A lei admite unificar imóveis registrados nos dois sistemas. O cartório abre a matrícula única e encerra os registros anteriores.

O que está em jogo

O que muda quando os lotes viram um só imóvel

Dois registros para um imóvel de fato significam o dobro de certidões e de exigências, e um bem que o banco e a Prefeitura não reconhecem como é.

Com os lotes em matrículas separadas

  • A construção sobre a divisa não pode ser averbada
  • A Prefeitura não aprova projeto que ocupa mais de um lote
  • Cada venda ou garantia exige certidões e atos em dobro
  • O banco avalia os lotes separados, por valor menor que o do conjunto
  • Penhora ou ônus em um dos lotes compromete o uso do imóvel todo

Com a matrícula unificada

  • Construção averbada em uma única matrícula
  • Projeto aprovado sobre o lote único, com os índices da área total
  • Uma certidão, uma escritura e um registro por negócio
  • Avaliação do imóvel como ele é: um terreno maior, com mais potencial
  • Situação jurídica uniforme, fácil de conferir por comprador e banco

Como funciona

Como unificar dois imóveis em uma única matrícula

A fusão é rápida quando os lotes estão em ordem. O trabalho de verdade está em deixá-los iguais no papel antes do pedido.

Carimbo sobre documento oficial, como o ato do cartório que encerra as matrículas antigas e abre a nova
Sobre os prazosAs faixas são estimativas e variam conforme a Prefeitura, o cartório e as pendências de cada lote. Nenhum advogado pode prometer data de conclusão.
  1. Comparação das matrículas

    O advogado coloca as matrículas lado a lado e confere se os donos são exatamente os mesmos, nas mesmas proporções e com o mesmo estado civil, se os lotes se encostam e se há ônus em algum deles.

    Primeiros dias
  2. Acerto das diferenças

    Titularidade desigual, hipoteca em um lote só, descrição precária ou construção sem averbação impedem a fusão. Cada pendência recebe a solução própria: escritura, baixa do ônus ou retificação.

    Conforme a pendência
  3. Planta e memorial do imóvel unificado

    Um profissional habilitado prepara a planta e o memorial descritivo do novo perímetro, com responsabilidade técnica. A descrição precisa fechar com as matrículas de origem e com os vizinhos.

    De 2 a 4 semanas
  4. Aprovação do remembramento na Prefeitura

    O município confere se a zona admite o lote resultante e unifica o cadastro fiscal. Na capital, a Lei 16.402/2016 fixa também tamanho máximo de lote em parte das zonas.

    De 1 a 4 meses
  5. Requerimento ao Registro de Imóveis

    O proprietário requer a fusão com a planta, o memorial e a aprovação municipal. O oficial analisa e, se faltar algo, emite nota de exigência, que o escritório responde.

    Análise inicial em cerca de 30 dias
  6. Abertura da matrícula única

    O cartório abre a matrícula nova, com número novo e a descrição do imóvel unificado, e encerra as anteriores. A partir daí, a construção pode ser averbada e o imóvel negociado como um só.

    Total comum: de 2 a 6 meses

Compare antes de decidir

O que permite e o que impede a unificação de lotes

Antes de contratar planta ou protocolar pedido, confira estes cinco pontos. Cada impedimento tem solução, mas ela vem antes da fusão.

Requisitos da unificação de matrículas e o que fazer quando cada um não é atendido
CritérioPode unificarImpede, e como resolver
VizinhançaOs lotes têm divisa em comumLotes separados por rua ou por terreno de terceiro não se unificam
DonoMesmos proprietários, nas mesmas proporções, em todas as matrículasUm lote só no seu nome e outro no do casal, ou frações diferentes: é preciso igualar a titularidade por escritura antes
ÔnusLotes livres, ou o mesmo ônus sobre todos, com anuência do credorHipoteca, penhora ou usufruto em um lote só: é preciso a baixa ou a concordância do credor
DescriçãoMedidas e divisas precisas nas matrículasDescrição antiga ou sem medidas: retificação de área antes ou junto
CartórioLotes na mesma circunscrição de Registro de ImóveisLotes em circunscrições diferentes exigem análise caso a caso com os cartórios envolvidos
ZoneamentoO lote resultante respeita os limites da zonaLote acima do máximo permitido na zona é indeferido pela Prefeitura

Arraste a tabela para o lado para ver todas as colunas.

Há hipoteca antiga em um dos lotes?Se a dívida já foi paga, a baixa de hipoteca vem primeiro e libera a unificação.

O que diz a lei

O artigo de lei que autoriza a fusão de matrículas

Quando dois ou mais imóveis contíguos pertencentes ao mesmo proprietário, constarem de matrículas autônomas, pode ele requerer a fusão destas em uma só, de novo número, encerrando-se as primitivas.

Lei 6.015/1973, art. 234
Em português claro

Três condições saem do texto. Os imóveis precisam ser contíguos, ou seja, vizinhos de divisa. Precisam pertencer ao mesmo proprietário. E o pedido parte do dono: o cartório não unifica por conta própria.

O artigo 235 completa a regra e permite unificar também imóveis que ainda estão em transcrições antigas, ou um lote em transcrição com outro já matriculado. Em todos os casos nasce uma matrícula nova e as anteriores são encerradas.

Mãos segurando um documento impresso, como a certidão de matrícula de cada lote a ser unificado

Documentos

Documentos para a unificação de lotes

A lista pode variar conforme a Prefeitura e o cartório. Na maioria dos casos em São Paulo e na Grande São Paulo, pede-se o seguinte.

  • Certidão atualizada de cada matrícula ou transcrição a unificar
  • Documento de identidade, CPF e certidão de casamento dos proprietários
  • Carnês de IPTU de todos os lotes e certidão negativa de tributos municipais
  • Planta do imóvel unificado, com a situação anterior e a resultante
  • Memorial descritivo do novo perímetro, assinado por profissional habilitado
  • ART ou RRT do trabalho técnico, com comprovante de pagamento
  • Aprovação do remembramento ou da unificação dos lotes pela Prefeitura
  • Requerimento de fusão assinado por todos os proprietários, com firma reconhecida
  • Anuência do credor, se houver ônus em alguma das matrículas
Um dos lotes só tem transcrição?A unificação pode ser feita mesmo assim, mas a descrição antiga costuma exigir cuidado extra. Veja como funciona a abertura de matrícula em São Paulo.

Dúvidas que travam a decisão

O que faz o dono adiar a unificação, e a resposta para cada dúvida

“Vou pagar para juntar o que já é meu?”

Os lotes são seus, mas o imóvel que você usa, uma casa ou um galpão sobre os dois, não existe no cartório. O custo tem partes definidas: planta, taxas municipais, emolumentos tabelados por lei estadual e honorários, com estimativa por escrito na análise do caso.

“Deve ser um processo demorado.”

A fusão em si é um ato de cartório, sem juiz. Com os lotes em ordem, o prazo comum fica entre 2 e 6 meses, e a maior parte desse tempo é a aprovação municipal.

O que atrasa é descobrir no meio do caminho que os donos ou os ônus não coincidem.

“E se eu quiser separar de novo no futuro?”

A unificação não é definitiva. O imóvel pode ser dividido depois, por desmembramento, desde que cada parte respeite o lote mínimo da zona.

Vale pesar isso antes: em algumas situações, manter matrículas separadas dá mais liberdade para vender um lote sozinho.

“Meus lotes estão em nomes diferentes, então não dá.”

Hoje não dá, mas tem solução. A titularidade pode ser igualada por compra e venda, doação ou partilha entre os envolvidos, com os tributos de cada ato.

Feito isso, os lotes passam a atender ao requisito do mesmo proprietário.

Erros que custam caro

Erros que travam a unificação no cartório

O artigo 234 tem uma linha. As exigências dos cartórios vêm do que está nas matrículas de origem.

  • Achar que o mesmo sobrenome é o mesmo proprietárioLote em nome do marido e lote em nome do casal são titularidades diferentes para o registro. O mesmo vale para frações desiguais entre irmãos. O cartório devolve o pedido.
  • Pedir a fusão com ônus em um lote sóHipoteca ou penhora sobre parte do futuro imóvel cria um registro confuso, e o oficial recusa. O ônus precisa ser baixado, ou o credor precisa concordar em estendê-lo.
  • Construir primeiro e unificar depoisObra feita sobre dois lotes sem projeto aprovado fica irregular na Prefeitura e sem averbação no cartório. A ordem certa é unificar, aprovar e construir.
  • Somar as descrições antigas sem medirJuntar dois textos imprecisos produz uma matrícula imprecisa, que será recusada. O perímetro do imóvel unificado precisa de levantamento próprio.
  • Unificar só na PrefeituraUm único IPTU para os dois lotes não funde as matrículas. Para comprador, banco e herdeiros, continuam existindo dois imóveis.
Euvaldo Atalla em retrato institucional no escritório

O advogado responsável

Quem conduz o seu caso: Euvaldo Atalla

Euvaldo Atalla é advogado e economista, com 28 anos de experiência. É pós-graduado em Direito Imobiliário e em Direito Notarial e Registral, a área que trata de cartórios, escrituras e matrículas.

A fusão de matrículas é um ato de registro de imóveis, área da pós-graduação do advogado em Direito Notarial e Registral. Conferir titularidade, ônus e descrição antes do protocolo é o que faz o pedido ser aceito sem idas e vindas.

Na Atalla Advocacia, Euvaldo Atalla conduz pessoalmente cada caso: lê os documentos, escolhe o caminho em cartório ou na Justiça e explica as etapas e os custos antes da contratação.

  • Duas pós-graduações na áreaDireito Imobiliário e Direito Notarial e Registral
  • Comissões da OAB Santo Amaro, São Paulo (SP)Membro da Comissão de Direito Imobiliário e Urbanístico e da Comissão de Contratos
  • Advogado e economistaLê o contrato e também faz a conta: valores, correção, risco e custo de cada caminho

Próximo passo

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Responda em dois minutos. Com estes dados o advogado já verifica se os lotes atendem aos requisitos da lei.

Escreva o seu nome para o escritório saber com quem falar.
Informe o WhatsApp com DDD, ex.: (11) 91234-5678.
Confira o e-mail, ex.: nome@gmail.com.
Diga a cidade e o bairro, ex.: Guarulhos, Centro.
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As respostas vão direto para o escritório, que retorna pelo WhatsApp informado.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes sobre unificação de matrículas

Como unificar dois imóveis em uma única matrícula?

O proprietário requer a fusão ao Registro de Imóveis, com planta e memorial descritivo do imóvel unificado e, em área urbana, a aprovação da Prefeitura. Os lotes precisam ser vizinhos de divisa e pertencer aos mesmos donos.

O cartório abre uma matrícula nova e encerra as antigas.

Quanto custa unificar dois lotes?

O custo soma a planta e o memorial, as taxas municipais, os emolumentos do Registro de Imóveis, tabelados pelo Estado de São Paulo, e os honorários. Se for preciso igualar donos ou baixar ônus antes, esses atos têm custo próprio.

A estimativa de cada item é apresentada na análise do caso.

Para que serve a unificação de matrículas?

Serve para que o registro mostre um só imóvel onde, de fato, já existe ou vai existir um só: uma casa sobre dois lotes, um galpão ampliado, um terreno para incorporação. Sem ela, a construção não é averbada e o projeto não é aprovado.

Posso unificar lotes de donos diferentes?

Não diretamente. A Lei 6.015/1973 exige que os imóveis pertençam ao mesmo proprietário.

Antes da fusão, a titularidade precisa ser igualada por compra e venda, doação ou partilha, de modo que todas as matrículas tragam os mesmos donos nas mesmas proporções.

Precisa de aprovação da Prefeitura para unificar terrenos?

Em imóvel urbano, sim, em regra. A unificação de lotes é uma mudança no parcelamento do solo, e o município confere se o lote resultante cabe nas regras da zona.

Na capital, isso é feito pela Prefeitura de São Paulo com base na Lei 16.402/2016.

Unificar matrículas paga ITBI?

A fusão em si não transfere propriedade para ninguém, porque o dono é o mesmo antes e depois. O imposto de transmissão pode aparecer no ato anterior, quando é preciso passar um lote de um nome para outro para igualar a titularidade.

Dá para unificar um lote com penhora na matrícula?

Enquanto a penhora estiver averbada em apenas um dos lotes, o cartório tende a recusar a fusão. Se a dívida foi paga ou o processo acabou, o primeiro passo é a baixa de penhora na matrícula.

Atalla Advocacia

Dois lotes, um imóvel. Falta o registro acompanhar

Envie as matrículas dos lotes. O advogado Euvaldo Atalla confere donos, ônus e descrições e diz o que precisa ser acertado para a unificação de matrículas, com as etapas e os custos de cada uma.

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